Para o dono da operação

Transportadora pequena precisa de sistema TMS?

Você não é pequeno demais. O corte não é de tamanho, é de complexidade. Responda cinco perguntas e descubra em qual lado da linha a sua operação está.

Precisa quando a complexidade passa do que uma pessoa guarda de cabeça, e isso acontece antes do que o mercado diz. O corte não é número de veículos nem faturamento: é quando a regra do cliente, a tabela de frete e a emissão deixam de morar no mesmo lugar. Seis veículos com oito clientes de regra diferente já passaram desse ponto.

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A partir de quantos veículos vale a pena ter um TMS?

O corte é de complexidade: quantos clientes com regra própria você atende, quantas taxas acessórias entram no cálculo, quantos documentos fiscais diferentes você emite e quantas pessoas precisam saber a mesma informação ao mesmo tempo. Uma transportadora de cinco veículos com carga fracionada costuma ter mais dessas quatro coisas que uma de vinte com carga lotação.

A pergunta útil não é se você já é grande o bastante. É quanto da sua semana é gasto digitando de novo uma informação que já existe em algum lugar.

A operação pequena sofre mais, não menos

A transportadora grande tem processo ruim, mas tem gente suficiente para o processo ruim funcionar mesmo assim.

A pequena tem menos gente. Cada pessoa acumula três funções, e cada informação vive na cabeça de alguém específico. O efeito aparece no dia em que essa pessoa falta: a operação não fica mais lenta, ela para em partes. Ninguém sabe qual cliente aceita entrega depois das 17h, qual exige agendamento, qual paga por peso cubado.

Uma empresa com dez pessoas depende mais de cada uma delas do que uma com cem. É por isso que padronização importa cedo, e não tarde.

De quais módulos uma transportadora pequena precisa?

Precisa

  • Emitir CT-e e MDF-e sem depender de dois programas
  • A tabela de cada cliente no mesmo lugar onde o documento nasce
  • O motorista registrando entrega e ocorrência do celular
  • O cliente vendo o andamento sozinho, para o telefone parar de tocar

Não precisa

  • Roteirização otimizada para trezentas entregas por dia
  • BI com dezenas de painéis que ninguém abre
  • Integração com sistema que a empresa não tem
  • Módulo que só faz sentido com equipe dedicada
Um ponto discutível, e eu prefiro dizer: implantação é trabalho seu também. Cadastro, tabela e regra precisam ser conferidos por quem conhece a operação. Quem promete que você não vai precisar olhar nada está vendendo tranquilidade que não existe.
Vista aérea do pátio de uma transportadora, com dezenas de carretas e caminhões estacionados em fileiras
Complexidade não é o tamanho do pátio. É quantas regras diferentes convivem nele.

O que ligar no primeiro mês, e o que deixar para depois

Ligar tudo de uma vez é o erro mais comum de quem implanta pela primeira vez.

Ver quando a planilha para de servir
  • Primeiro: emissão de CT-e e MDF-e
  • Primeiro: tabela de frete por cliente
  • Primeiro: registro de entrega pelo motorista
  • Depois: portal do cliente, quando o telefone ainda estiver tocando
  • Depois: indicadores, quando já houver três meses de dado limpo
  • Só quando pedir: roteirização, BI e integrações

O mesmo sistema que roda em operação grande, com menos ligado

Emissão de CT-e e MDF-e, tabela de frete por cliente, aplicativo para o motorista registrar entrega e portal para o cliente acompanhar a carga funcionam desde o primeiro dia, sem equipe dedicada.

São mais de 700 transportadoras clientes, em 23 dos 27 estados e nas cinco regiões do país. Quem faz rodoviário e aéreo opera os dois no mesmo cadastro.

Se nenhuma das cinco perguntas lá em cima for verdade na sua operação, guarde o dinheiro. Operação simples, com poucos contratantes e regra única, funciona bem em planilha por mais tempo do que o mercado gosta de admitir.

Motorista com prancheta no pátio de uma transportadora, com um caminhão vermelho de porta aberta e o galpão ao fundo
Na transportadora pequena, quem confere a carga costuma ser quem dirige o caminhão.

Perguntas frequentes

Existe um número mínimo de veículos para valer a pena ter um sistema?

Não. O critério que funciona é de complexidade: quantidade de clientes com regra própria, taxas acessórias no cálculo, tipos de documento fiscal emitidos e quantas pessoas precisam da mesma informação.

Dá para continuar usando planilha?

Dá, enquanto a operação tiver poucos contratantes e uma regra só. A planilha para de servir quando a informação precisa estar em mais de um lugar ao mesmo tempo, porque nesse momento ela deixa de ser registro e vira cópia.

Qual a diferença entre um sistema de gestão e um emissor de CT-e?

O emissor gera o documento fiscal. O TMS controla a operação em volta dele: coleta, tabela de frete, ocorrência, entrega, faturamento e o que cada cliente combinou. Quem tem só emissor continua fazendo o resto à mão.

Transportadora pequena consegue implantar sem parar a operação?

A migração acontece em etapas, com os dois sistemas no ar até a emissão sair correta no novo. O que determina o esforço não é o tamanho da frota, é o estado do cadastro atual.

Preciso de todos os módulos desde o começo?

Não, e ligar tudo de uma vez costuma atrapalhar. O caminho que funciona é começar por emissão, tabela e registro de entrega, e acrescentar o resto quando a operação pedir.

O que muda no dia a dia da equipe?

A informação passa a ser digitada uma vez. Quem registra a ocorrência é quem viveu a ocorrência, e o dado entra na conta sozinho. O efeito que aparece primeiro costuma ser o telefone tocando menos.

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Guarde o dinheiro

Operação simples com poucos contratantes vive bem em planilha por mais tempo do que o mercado admite.

Quando a planilha para de servir
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O corte está chegando

Vale arrumar cadastro e processo agora, antes de o volume decidir por você.

Ver o sistema por dentro
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O corte já passou

O retrabalho diário já custa mais que o sistema. Cadastre um cliente e emita um documento de verdade.

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