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Ir para o conteúdoPara o financeiro da transportadora
Entre a cotação aceita e o boleto emitido, o valor passa por cinco mãos. Cada passagem é uma chance de o número mudar, e ele muda quase sempre para baixo.
Acesso liberado no cadastro. Frete cobrado a mais volta em dois dias; cobrado a menos não volta nunca.
Faturamento de frete é o fechamento do que foi transportado num período contra o que foi contratado com cada cliente. Ele dá errado quando o valor é remontado na hora de faturar, em vez de nascer pronto no momento da emissão do CT-e. É por isso que a diferença aparece na cobrança e não na operação.
Ninguém percebe um frete cobrado a menos. Ele não gera reclamação, não trava a entrega e não aparece em relatório nenhum com o nome de erro, porque do ponto de vista do sistema nada deu errado: um valor foi calculado, um documento foi emitido e uma cobrança saiu. O cliente recebe uma fatura mais barata do que deveria. E segue a vida.
O caminho do valor
O preço de um frete não é um número. É uma soma que se forma em lugares diferentes da operação e em momentos diferentes do dia.
A tabela do cliente é fechada pelo comercial, com descontos e exceções. Parte do que foi combinado fica em e-mail, em ata de reunião ou na memória de quem negociou. A tabela oficial recebe a versão principal, e as exceções ficam por fora.
Perde registroO operador digita a carga e o sistema calcula. Peso declarado em vez de peso conferido, cubagem não aplicada, cliente cadastrado numa faixa que não é mais a dele. O documento sai autorizado, então parece certo.
Perde precisão de entradaAqui mora a maior perda, e ela tem um padrão. As taxas que dependem de informação nascida no escritório quase nunca faltam. As que dependem de informação nascida na rua faltam com frequência: a TDE só existe se a ocorrência de entrega for registrada na rua, e quem sabe disso é o motorista.
Perde o que nasceu na ruaO financeiro agrupa os conhecimentos por cliente e monta a fatura. Quando o agrupamento é manual, entra conhecimento de período errado, sai conhecimento que deveria estar, e a fatura fecha com um total que ninguém consegue reconstituir depois.
Perde integridadeAlguém confere antes de enviar. Na prática, confere por amostragem, porque conferir tudo levaria a semana inteira. E a amostragem escolhida à mão tende a pegar os documentos de valor alto, que são justamente os que menos erram, porque receberam atenção.
Perde o caso que importaÉ o de quarenta, repetido em cada conhecimento de um cliente grande durante um trimestre inteiro. Pegue a sua base: quantos conhecimentos você emitiu no mês passado para o seu maior cliente? Multiplique por uma diferença pequena, do tamanho de uma taxa que ficou de fora.
Aí vem a conclusão errada: o frete está mal precificado, precisamos remarcar a tabela. A tabela costuma estar certa. O que está errado é quanto dela chega ao boleto.
E existe a segunda consequência, mais lenta. Quando o cliente contesta e ganha, ele aprende que contestar funciona. A próxima fatura vem com mais itens questionados, e o seu financeiro passa a gastar o fechamento inteiro defendendo número em vez de cobrar.
Existe forma melhor
A tabela do cliente, as regras de taxa acessória e as exceções negociadas ficam gravadas onde o CT-e é emitido. O operador digita a carga; o sistema aplica a regra. Se a entrega gerou TDE, quem registra a ocorrência é quem viveu a ocorrência, e o valor entra sozinho no documento.
No fechamento, faturar vira conferência por exceção: você olha o que fugiu do padrão, não os oitocentos que saíram certos.
Vale dizer o que isso não resolve. Erro de negociação continua erro de negociação. Se a tabela foi fechada abaixo do custo, nenhum sistema conserta, e desconfie de quem prometer que conserta.
Onde a Brudam entra
Na Brudam a tabela de frete e as regras de taxa moram no mesmo lugar que emite o CT-e, o MDF-e e o AWB. A ocorrência que o motorista registra pelo aplicativo entra na conta do documento antes de o período fechar, então a TDE não depende de alguém lembrar dela três semanas depois.
Uma transportadora que faz rodoviário e aéreo fatura os dois na mesma base de clientes, com a mesma tabela. Não são dois sistemas conversando, é um cadastro só.
É o fechamento periódico do que foi transportado para cada cliente, com o valor apurado a partir da tabela negociada, do peso, da rota e das taxas acessórias aplicáveis. No Brasil ele se apoia nos CT-e emitidos no período.
Porque parte do valor depende de informação que nasce fora do escritório: peso real conferido, dificuldade de entrega, restrição de trânsito na cidade, reentrega. Quando essas parcelas são lançadas à mão depois, algumas ficam pelo caminho.
Depende do que precisa mudar. Carta de correção resolve alguns campos; valor de prestação não é um deles. Fora dessa lista, o caminho é cancelar dentro do prazo e emitir de novo. A regra vigente está no Portal Nacional do CT-e.
Conferindo por exceção em vez de por amostragem: valor por quilo que destoa da média do cliente, remessa sem taxa acessória numa rota que sempre tem, peso declarado redondo demais. São poucos casos por mês, e são onde o erro se concentra.
Mostrar a composição do valor em vez de reabrir o cálculo. Contestação que encontra a conta detalhada costuma terminar na primeira resposta; contestação que encontra silêncio vira desconto.
Nem sempre. Quando for o caso, a troca acontece sem parar a operação. Se a sua tabela está no sistema e as taxas entram sozinhas, o problema pode ser de cadastro. Se a tabela vive numa planilha à parte da emissão, a conta vai continuar sendo remontada todo mês.
Você emite com a sua tabela e confere o que sai da sua própria operação.
Conteúdo informativo, atualizado em 30 de agosto de 2026. Regras de correção do CT-e conforme o Portal Nacional do CT-e. Não substitui a norma nem orientação de profissional habilitado.